Liderança Autoritária
- Rafael Lobo

- 6 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Líderes autoritários dedicam tempo para explicar à sua equipe o trabalho, os objetivos e por qual motivo algo deve ser feito. Em geral, por se tratar de um perfil com muita experiência, as pessoas seguem esse líder, pois confiam que ele as ajudará em seus objetivos.
Em situações críticas, esse tipo de líder fornece uma direção clara. Trata-se de um estilo de liderança adequado quando a mudança precisa ser feita muito rapidamente ou com trabalhadores em desacordo.
Por outro lado, Se aplicada de forma inadequada, a liderança autoritária pode impactar muito negativamente o clima da organização.

O estilo autoritário às vezes é chamado também de coercitivo. Esses líderes seguem o lema "Faça porque eu estou dizendo". Eles exigem que os seus subordinados obedeçam incondicionalmente às suas ordens, sem se preocupar em explicar os motivos e, se não forem obedecidos, esses gestores não hesitam em ameaçar.
Esses líderes tendem a não delegar sua autoridade, a qual tentam controlar e supervisionar minuciosamente. Como consequência, o feedback que eles fornecem sobre o desempenho, se houver, inevitavelmente se concentra apenas no que deu errado.
Não é uma surpresa que essa abordagem seja a menos eficaz de todas.
Entretanto, o estilo coercitivo é muito útil nos casos em que o líder precisa iniciar um negócio ou quando é forçado a mudar os hábitos de uma organização em uma situação crítica. O mesmo se aplica quando é necessário lidar com uma emergência ou quando falharam outras tentativas de lidar com funcionários problemáticos.
O líder autoritário raramente usa elogios e não hesita em criticar abertamente os subordinados, corroendo o ânimo, o orgulho e a satisfação com que as pessoas vivenciam o trabalho. Nesses contextos, o funcionário se sente tão desmotivado e alienado que se questiona: "Quem se importa com o que eu faço?". Apesar dos muitos efeitos negativos, o mundo empresarial moderno está repleto de líderes autoritários, um legado das antigas hierarquias de domínio e controle típicas das empresas do século passado.
O uso adequado desse estilo de liderança baseia-se em competências fundamentais, como influência, realização e iniciativa.
A competência mais importante para o bom uso desse estilo é o autocontrole emocional, que possibilita ao líder conter sua ira ou impaciência e canalizá-las para, de maneira adequada, chamar a atenção dos subordinados e mobilizá-los à mudança ou à realização dos objetivos.
O principal perigo, neste caso, é a falta de autoconsciência, que impede o autocontrole emocional. Se os líderes não souberem como administrar sua ira adequadamente e, por conseguinte, expressá-la como aversão ou desprezo, o impacto disso no estado de espírito dos subordinados pode ser devastador.
Portanto, o estilo autoritário só deve ser usado com extrema cautela e nos casos em que for absolutamente necessário. Quando o líder sabe o momento de usar – ou não usar – a “mão de ferro”, a firmeza pode ser muito interessante. Contudo, se a sua única ferramenta for um martelo, ele estará constantemente martelando tudo ao seu redor.
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Abraço do Rafael Lobo!





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